segunda-feira, 5 de abril de 2010

Páscoa!

Ontem foi domingo de Páscoa. Essa data que nos é tão especial! Sábado de manhã estava lendo "As Crônicas de Nárnia" e cheguei a um trecho muito apropriado para essa ocasião:

Aslan afastou-se do vale e continuou a andar. Parecia seguir o mesmo caminho que tinham percorrido durante o dia, quando vieram da Mesa de Pedra. Foi seguindo sempre, levando-as ora para lugares escuros, ora para outros banhados de luar. Os pés das meninas estavam úmidos de orvalho. Aslan tinha uma aparência diferente. Cabeça baixa, calda caída, caminhava devagar, como se estivesse muito cansado.
(...) Por instantes, as meninas nem sequer conseguiram vê-lo, rodeado que estava por aquela horda infernal, que lhe batia, dava pontapés, cuspia-lhe em cima, insultava-o.
Por fim, a turba ficou cansada. E o Leão, amarrado e amordaçado, foi arrastado para a Mesa de Pedra, puxado por uns, empurrado por outros
(...) A feiticeira desnudou os braços como fizera na noite anterior com Edmundo. Depois, começou a afiar o facão.
(...) Um momento antes de desferir o golpe, a feiticeira inclinou-se e disse, vibrando com a voz:
- Quem venceu afinal? Louco! Pensava com isso poder redimir a traição da criatura humana?! Vou matá-lo, no lugar do humano, como combinamos, para sossegar a Magia Profunda. Mas, quando estiver morto, poderei matá-lo também. Quem me impedirá? Quem poderá arrancá-lo de minhas mãos? Compreenda que você me entregou Nárnia para sempre, que perdeu a própria vida sem ter salvo a vida da criatura humana. Consciente disso, desespere-se e morra. (...)
- Aslan! Aslan! - exclamaram as meninas espantadas, olhando para ele, ao mesmo tempo assustadas e felizes.
- Você não está morto?
- Agora, não.
- Mas você é... um... um...? - Susana, trêmula, não teve a coragem de usar a palavra "fantasma".
Aslan abaixou a cabeça dourada e lambeu-lhe a testa. O calor de seu bafo era de criatura viva.
- Pareço um fantasma?
- Não! Você está vivo! Oh, Aslan! - gritou Lúcia, e as duas meninas atiraram-se sobre ele com mil beijos.
- Mas explique tudo isso, por favor - disse Susana ao recuperar um pouco da calma.
- Explico: A feiticeira pode conhecer a Magia Profunda , mas não sabe que há outra magia mais profunda. O que ela sabe não vai além da aurora do tempo. Mas, se tivesse sido capaz de ver um pouco mais longe, de penetrar na escuridão e no silêncio que reinam antes da aurora do tempo, teria aprendido outro sortilégio. Saberia que, se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa estalaria e a própria morte começaria a andar pra trás...


Nosso Deus não apenas criou tudo o que existe para então se afastar e deixar-nos por conta própria. Ele não nos deixou entregues ao pecado. Pelo contrário, Ele interviu na História! Fez tudo o que deveria ser feito para nos reconciliar com Ele. Se fez homem, viveu entre nós, demonstrou Seu amor por atitudes visíveis, e então morreu para nos livrar do pecado, do qual éramos escravos. E ressuscitou, vencendo a morte e nos trazendo a esperança de um dia encontrá-Lo face a face e vivermos em Seu Reino por toda a Eternidade.

post por Ana Carla

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